Humildade, respeito e mais uma
lição aprendida. Foi o que vimos ontem no jogo da Champions League entre Juventus e Barcelona.
Estamos falando do maior time da Itália, ganhador de nada mais e nem menos do que 32 (trinta e dois) títulos do campeonato Italiano, bicampeão da própria Champions, uma senhora de 120 (cento e vinte) anos que esteve “sumida” do cenário mundial, mas que está voltando com tudo. Um time que une a juventude de atacantes como Dybala e Cuadrado com a experiência de jogadores defensivos como o lendário goleiro Gianluigi Buffon e o zagueiro Giorgio Chiellini. Nomes citados que foram protagonistas de uma grande vitória, além do baile.
Estamos falando do maior time da Itália, ganhador de nada mais e nem menos do que 32 (trinta e dois) títulos do campeonato Italiano, bicampeão da própria Champions, uma senhora de 120 (cento e vinte) anos que esteve “sumida” do cenário mundial, mas que está voltando com tudo. Um time que une a juventude de atacantes como Dybala e Cuadrado com a experiência de jogadores defensivos como o lendário goleiro Gianluigi Buffon e o zagueiro Giorgio Chiellini. Nomes citados que foram protagonistas de uma grande vitória, além do baile.
Entretanto, temos do outro lado uma
equipe que sustenta uma hegemonia mundial que dura décadas. O time que teve
grandes jogadores no passado, ganhadores de títulos como melhores do mundo, e
que ainda sustenta uma equipe de qualidade incontestável e grande habilidade.
Falamos de Barcelona e já lembramos dos títulos conquistados na última década,
que dispensa ademais elogios. Tricampeão da Copa do Mundo de Clubes da Fifa,
pentacampeão da Liga dos Campeões (vulgo Champions), detentor de 24 (vinte e
quatro) títulos nacionais. A equipe que sustenta o segundo lugar no ranking da
FIFA e que, novamente, dispensa comentários quando falamos da escalação. Messi,
Suárez, Neymar, Iniesta, Piqué... Precisamos de mais? Sim, precisamos. Na tarde
de ontem, dia 11 de abril de 2017, o Barcelona precisou de muito mais para sair
com um resultado favorável.
Às 15h45min, deu-se início um
jogo fantástico entre essas duas equipes maravilhosas. E, novamente, em um jogo
de ida da UEFA Champions League, vimos um Barcelona apático. Verdade seja dita,
é um time extremamente talentoso com a bola, mas que não consegue jogar sem
ela. Ao contrário da senhora Juventus, que tem o tão chamado “jogo feio”
(defesa em primeiro lugar), mas que é muito mais eficiente do que qualquer um
pode imaginar. Está aí, pesquisem os números do jogo de ontem para quem não
acredita no que estou a falar.
Sabemos que o objetivo do futebol
é colocar a bola atrás da linha das balizas, estufar a rede, fazer gols. Mas, o
que poucos sabem, é que o primeiro fundamento do futebol é não levar gol. E é
por cima desse fundamento que Juventus se sobressaiu. Digo mais, quando teve
posse de bola, soube o que fazer com ela, soube trata-la como verdadeiramente
merece. Tanto foi que temos um 3x0 louvável.
Falando sobre os treinadores,
vimos novamente Luis Henrique totalmente apático. E vimos Massimiliano Allegri,
tranquilo e eficiente. As equipes refletiram seus treinadores. E, falando da
Juve, que baita equipe!
O que dizer de Paulo Dybala,
meia-atacante argentino, que colocou o sempre candidato a Melhor do Mundo e compatriota Messi
para assisti-lo jogar da área VIP, também conhecida como campo. O canhoto que
soube dominar a bola na área e, no giro, driblar e conferir a bola pro fundo da
rede. Golaço após uma jogada
espetacular de Cuadrado, habilidoso e nada egoísta (não podemos esquecer o
colombiano tampouco). Menos de dez minutos depois, novamente o protagonista da
vez precisou de um único tapa de
canhota pra fazer o segundo gol da Juventus e o segundo gol dele no jogo. E mais
um golaço. Dybala mostrou o futebol
da Juventus: não precisa de muitos toques para concretizar o objetivo.
Enquanto isso, Barcelona tentava
se reestruturar. A qualidade do passe sempre incontestável, mas não objetivo. Erros
na conclusão das jogadas, Luis Henrique até tentou, mexeu, mas mexeu errado. E
no segundo tempo, apesar da melhora da equipe catalã, Chiellini escapou do
pênalti, testou a bola e o Barça viu a Juve abrir três gols de vantagem na
primeira partida. Os primeiros noventa minutos que os torcedores e jogadores da
equipe espanhola querem esquecer. De novo.
E mais uma vez voltamos ao fantasma
de levar muitos gols no jogo de ida e ter que operar o milagre no jogo de
volta. A direção do Barça já está a procura dos reforços do trio de arbitragem
para ajudar na recuperação no jogo de volta, no Camp Nou (risos).
Brincadeiras à parte, avisa aí o
Barcelona que Juventus não é Paris Saint-Germain. Juventus tem Dybala. Juventus
tem Gianluigi Buffon. Juventus tem defesa, concentração e organização. Juventus
tem camisa. Juventus tem história.
Ackisa parabéns pelo texto, um resumo bem explicado desse jogo magnífico, o melhor de tudo foi deixar claro que a Juve não é o PSG, na realidade o PSG não é nem o começo da história da gloriosa senhora. Abraços!!
ResponderExcluirObrigada, Nat, sua opinião sempre válida, até porquê, com quem mais eu poderia discutir o futebol imparcial com uma pessoa como você? Abraço!
ExcluirA espera de um milagre, a saga. Ótimo texto, refletiu a eficacia da escola italiana, agora caberá uma vez o barcelona responder, se o talento supera a tática.
ExcluirExatamente. No futebol, nada é impossível, não duvido do talento do Barcelona, mas vencer essa organização não será tarefa fácil. Espero que seja um belo jogo, mas que não tenha nenhuma interferencia externa. Obrigada!
Excluir